Como é feita a escleroterapia com glicose e espuma?

Incômodo comum no dia a dia de muitas mulheres, vasinhos e varizes podem ser eliminados com um tratamento simples, realizado em consultório: a escleroterapia com glicose.

O procedimento tem se popularizado por sua alta eficácia e baixa complexidade, mas ainda provoca muitas dúvidas. Pensando em esclarecê-las, criamos esse post. Nele, você vai entender melhor o que é escleroterapia, conhecer as modalidades mais comuns e descobrir que cuidados deve tomar ao realizar o procedimento.

Afinal, o que é escleroterapia?

Popularmente conhecida como aplicação para varizes ou secagem de vasinhos, a escleroterapia é uma técnica médica utilizada para eliminar ou diminuir veias por meio da aplicação de uma substância chamada de esclerosante. Quer saber mais sobre os tipos de tratamento de varizes, acesse https://angio.com.br/

Essa substância causa uma irritação na parede da veia, o que provoca o seu endurecimento e posterior eliminação. Além de produzir excelente resultado estético, a escleroterapia também elimina o incômodo causado pelas varizes, como dores constantes e inchaço.

Embora seja menos frequente, o método também pode ser utilizado para o tratamento de veias dilatadas em outras regiões do corpo, como hemorroidas ou hidrocele.

Quem pode fazer a escleroterapia?

O tratamento pode ser utilizado em praticamente todos os casos de vasinhos e varizes que tanto incomodam as mulheres.

No entanto, como trata-se de um método invasivo e que só pode ser aplicado por um médico, é importante passar por uma consulta para que o profissional possa indicar a modalidade mais adequada para o seu caso e, se for o caso, iniciar a escleroterapia.

Também é recomendado que a paciente procure manter-se dentro da faixa de peso ideal para a sua idade e altura, o que facilita a cicatrização e diminui as chances de surgimento de novos vasinhos.

Existe mais de uma modalidade de escleroterapia?

Sim.  As modalidades de escleroterapia se diferenciam de acordo com o esclerosante utilizado na aplicação. Conheça agora duas das mais comuns:

Escleroterapia com glicose

A escleroterapia com glicose consiste na aplicação de uma injeção contendo uma solução de glicose a 50 ou 75% diretamente nas varizes, fazendo com que elas desapareçam por completo.

Trata-se de um procedimento relativamente simples, indicado para vasos e varizes de até 2 mm.  A escleroterapia pode provocar um certo desconforto, tanto pela picada da agulha quanto pela entrada da solução de glicose na veia. No entanto, trata-se de um incômodo tolerável e que desaparece em poucos instantes.

Por se tratar de uma substância natural e que é facilmente absorvida pelo organismo, a glicose oferece baixos riscos de complicações, ou seja, não causa alergias, coceiras e irritações.

No entanto, devido à natureza do esclerosante, a técnica não é indicada para diabéticos, já que poderia alterar os índices glicêmicos de pessoas nessas condições. O número de sessões necessárias está relacionado com a quantidade de vasinhos, e é preciso fazer um intervalo mínimo de 5 dias entre elas.

Escleroterapia com espuma

Na escleroterapia com espuma, o médico usa uma injeção para aplicar nas veias que estão alimentando os vasinhos uma substância esclerosante chamada de polidocanol.

O método é indicados para vasos e varizes de até 4 mm, mas não existem estudos suficientes que comprovem resultados efetivos em vasos de maior calibre. Nesses casos, pode ser necessária mais de uma aplicação na mesma variz, que pode não desaparecer por completo, ainda que tenha seu aspecto bastante amenizado.

Tal qual como acontece na escleroterapia com glicose, a escleroterapia com espuma provoca um desconforto durante a aplicação, mas que costuma ser tolerado pela maioria das mulheres.

O tratamento não é recomendado para pacientes com alergia ao polidocanol, bem como quem já sofreu de embolia pulmonar, gestantes e idosos. O número de sessões é determinado pela quantidade de vasinhos, mas é necessário fazer um intervalo mínimo de 5 dias entre elas.

Quais são os principais efeitos colaterais da escleroterapia com glicose e espuma?

Embora seja um método invasivo, a escleroterapia é considerada um procedimento de baixa complexidade. Os efeitos colaterais mais comuns, e que costumam desaparecer em alguns dias, são:

  • inchaço;

  • hematomas no local da aplicação ou na região tratada;

  • formação de pequenas bolhas;

  • reações alérgicas ao esclerosante, no caso da modalidade com espuma.

Que cuidados devo tomar após realizar a escleroterapia?

Após o tratamento, é importante seguir atentamente as recomendações do seu médico para evitar qualquer tipo de problema e garantir o sucesso da aplicação.

Em geral, os maiores cuidados devem ser tomados nas duas primeiras semanas após o tratamento. Saiba quais são eles:

  • não expor a região da aplicação ao sol;

  • evitar utilizar salto alto diariamente;

  • não realizar exercícios físicos de alto impacto;

  • utilizar meias elásticas de alta compressão durante o dia;

  • evitar permanecer de pé ou sentada por períodos prolongados;

  • não depilar-se nas primeiras 24 horas após a aplicação.

O tratamento é definitivo?

A escleroterapia é um tratamento bastante eficaz e os vasinhos e varizes raramente voltarão a surgir no local onde a aplicação foi realizada.

No entanto, é preciso ter em mente que o método não trata as causas do problema, que pode surgir em outros pontos da pele. Por isso, é importante evitar o excesso de peso e manter um estilo de vida saudável para garantir o sucesso do tratamento. Para mais informações sobre o tratamento de varizes, acesse https://angio.com.br/

A escleroterapia oferece algum risco?

Quando realizada por um médico capacitado e em uma clínica de qualidade, a escleroterapia  é um procedimento considerado bastante seguro.

Estudos recentes publicados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) relatam que, em alguns casos, a escleroterapia com espuma pode causar manchas na pele mais persistentes que as habituais, tromboflebite e trombose venosa maior.

Fonte de Reprodução: Getty Imagem

Em casos raros, o tratamento pode causar ainda trombose venosa profunda, embolia e trazer complicações mais sérias. Por isso, a escleroterapia jamais deve ser administrada por profissionais que não sejam médicos.

Que cuidados devo tomar ao realizar o procedimento?

Para garantir que o procedimento seja bem sucedido, busque um médico de sua confiança, que atenda em uma clínica médica completa como a Especialmed, que conta com profissionais especializados e uma ótima estrutura para que a escleroterapia seja realizada com total segurança.

Durante a consulta, além de avaliar o seu histórico médico, o profissional irá realizar um exame físico completo para indicar a modalidade de escleroterapia mais indicada para o seu caso.

Para que os resultados sejam os esperados, é fundamental que você informe ao profissional dados relevantes do seu histórico médico, tais como:

  • existência de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes;
  • problemas de saúde ou intervenções cirúrgicas recentes;
  • utilização de medicação contínua ou recente, como anti-inflamatórios, antibióticos e contraceptivos orais;
  • existência de alergia ou hábitos que possam trazer riscos ao procedimento, como tabagismo.

Se não houver qualquer impedimento, o médico deverá marcar a data para a realização da escleroterapia. No dia agendado, é importante comparecer com as pernas depiladas, para facilitar a identificação dos vasos e com uma roupa confortável, que não deixe marcas na pele ou dificulte a visualização da área a ser tratada.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Escleroterapia

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